Secretário de Estado da Educação apresenta estudo da nova carreira em Mafra.

Na tarde da sexta-feira, 20, foi apresentada aos diretores e gerências de educação das SDRs de Mafra e Canoinhas a nova carreira do magistério da rede estadual de Santa Catarina. O secretário da Educação, Eduardo Deschamps, reuniu-se com os secretários de Desenvolvimento Regional de Mafra, Abel Schroeder e de Canoinhas Ricardo Pereira, Gerentes das Regionais, docentes e servidores, no auditório da Escola Gustavo Friedrich em Mafra. Na próxima semana, Deschamps vai rodar o Estado para conversar com a classe.
O novo estudo da carreira prioriza ajustes salariais maiores para os profissionais com especialização (graduação, pós-graduação, mestrado e doutorado), que vinham ganhando menor percentual de aumento e iniciativa a permanência do professor em sala de aula com a criação de uma nova gratificação. O documento também aumenta a diferença de salário entre professores com mais titulação – reivindicação antiga da categoria dos professores -, descompactando a tabela salarial, que foi modificada em 2011, quando o Estado passou a cumprir a lei do piso nacional do magistério, reajustando a cada início de ano.
Pela nova carreira, um professor no começo da profissão atuando em sala de aula ganha o salário de R$ 3.041,87 e chega ao final dela recebendo R$ 9.042,93. Na tabela atual, ele recebe R$ 2.268,50 no início e termina ganhando R$ 5.345,66.
A proposta ainda será analisada pela classe docente e ideia é que até março a nova carreira do magistério seja encaminhada para votação na Assembléia Legislativa. Para ampliar a discussão, um sistema online está no site da Secretaria da Educação, onde os educadores podem tirar dúvidas, enviar críticas, apontar problemas e soluções. “Estamos conversando com os professores para avaliar as sugestões”, conta Deschamps.
Como o aumento salarial varia de acordo com cada situação do profissional, aquele professor que deseja saber quanto receberá de ajuste com a nova carreira pode fazer uma simulação por um sistema online, na página da secretaria. De acordo com Deschamps os ganhos variam bastante, haverá professor que ganharão cerca de 60% de aumento já neste ano, outros 20%, por exemplo.
Comprometimento do Fundeb
Outra meta da Secretaria de Estado da Educação é diminuir o comprometimento dos recursos do Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica e de Valorização dos Profissionais de Educação (Fundeb) com a folha de pagamento. Hoje em 92% do Fundo é destinado a salários, Deschamps informa que a meta é chegar aos 80%. “Quanto mais dinheiro do Fundeb gasto com folha de pagamento, menos sobra para investimentos em outras áreas como a de infraestrutura. O dinheiro que tem sido investido nessas outras áreas tem saído basicamente do Governo do Estado, com o pacto pela Educação”, informa o secretário.
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Rafael Wiethorn
Assessoria de Comunicação
Secretaria de Estado da Educação