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Hospital Infantil participa de ação educativa no Dia de Luta Contra Queimaduras

Nesta sexta-feira, 6, o Hospital Infantil Joana de Gusmão, por meio da sua Unidade de Queimados, participa de uma ação preventiva em alusão ao Dia de Luta Contra Queimaduras. O evento envolve cerca de 500 alunos da Escola Básica Adotiva Liberato Valentim, em Florianópolis.

Durante os intervalos das aulas, pela manhã e à tarde, profissionais de saúde darão esclarecimentos sobre primeiros socorros em casos de queimaduras. “A primeira medida, mais importante, é o resfriamento da área atingida com água corrente. Depois disso, a vítima deve ser encaminhada ao hospital”, explica Maurício Pereima, chefe da unidade de queimados do HIJG. Além disso, não é recomendado o uso de nenhum tipo de produto caseiro sobre a lesão.

A Sociedade Brasileira de Queimaduras (SBQ) estima que um milhão de pessoas sofra queimaduras todos os anos. Dessas, cerca de dois terços são crianças. O Hospital Infantil Joana de Gusmão atende, em média, nove casos por mês, vindos de várias cidades catarinenses. De acordo com o diretor da unidade da rede pública estadual, Murillo Capella, o tipo mais comum de acidente ocorre com líquidos aquecidos (água, leite, café), seguido de queimaduras por fogo, choque elétrico e pelo contato com produtos químicos.

O diretor chama atenção, em especial nessa época do ano, para as fogueiras das festas juninas, que oferecem um grau de perigo elevado. “Os pais também devem evitar a presença de crianças na cozinha, principalmente perto do fogão, e orientá-las quanto ao perigo das brincadeiras de São João”, alerta Capella.

Além da SES, estão engajados nessa campanha a Sociedade Brasileira de Queimaduras da Regional SC, o Corpo de Bombeiros Militar, a Secretaria Municipal de Educação de Florianópolis, as Universidades Federal e Estadual de Santa Catarina (UFSC e Udesc), e clínicas particulares especializadas.

Tipos de queimaduras

Quanto à profundidade, as queimaduras são classificadas como:

Primeiro grau: espessura superficial, como a queimadura solar, que afeta somente a epiderme, sem formar bolhas. Provoca vermelhidão, dor, edema, podendo descamar num período de quatro a seis dias.

Segundo grau: espessura parcial, que afeta epiderme e derme, com presença de bolhas. A base da bolha tem coloração rosada, úmida e dolorosa (superficial) ou pode ser branca, seca e indolor (profunda). A restauração das lesões leva de sete a 21 dias.

Terceiro grau: espessura total. É indolor, apresenta uma placa esbranquiçada ou enegrecida, e necessita enxerto de pele, pois não reepiteliza, ou seja, a pele não se regenera. O procedimento é indicado também em queimaduras de segundo grau profundas.

Informações adicionais:
Ana Paula Bandeira
Secretaria de Estado da Saúde
E-mail:  anap@saude.sc.gov.br
Telefone: (48) 9113-6065

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